quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

A PESCA ARTESANAL EM VILA CHÃ

Um Trabalho árduo e em vias de extinção. Um Obrigado à gente de Vila Chã e sobretudo aos Pescadores. Os miúdos adoraram.


PLANTAS DO NOSSO MURO

Plantas do Nosso Muro

Há um ano atrás a convite do Centro de Ciência Viva de Vila do Conde, eu e minha muito amiga Umbelina estávamos completamente embrenhadas e deliciadas, num projecto que tendo por base o conto de Sophia de Mello Breyner Andresen, A menina do Mar, levou meninos, comunidade e a nós educadoras a conhecer a biodiversidade dos ecossistemas marinhos.

Para além das descobertas e do gozo que o projecto nos deu, este valeu-nos ainda um primeiro prémio a nível nacional. Mas acreditem, o prémio foi de tudo o menos importante comparado com o que aprendemos e nos divertimos.

No final do ano lectivo com a minha mudança de escola o projecto teria de terminar para mim, afinal a minha actual escola fica na serra de Santa Justa, o mar azul ficaria não muito longe é certo, mas agora o mar dos meus dias era bem verde!

Confesso, levei algum tempo a habituar-me à minha nova casinha e mesmo ao verde circundante, mas tinha prometido a mim mesma que inventaria uma forma de continuar no projecto e contagiar os meninos, porque sem eles perderia todo o interesse e graça.

Começamos por aproveitar as mais-valias da tecnologia. Os meninos de Vila Chã e Valongo conheceram-se através de vídeo-conferência, fomos trocando interesses e mimos, trocas que acontecem sempre á sexta-feira.

Trabalhei o conto da Menina do mar e se bem se lembram todos os que o leram, há um dia em que a Menina do mar visita a terra dos homens dentro de um balde, pelas mãos do seu amigo e é nessa altura que vem a Valongo conhecer o nosso ecossistema.

Apesar das devidas diferenças e após a nossa visita à praia, descobrimos nos nossos passeios e com os olhos postos no nosso muro, que existem plantas aqui na serra muito parecidas com as da praia. De algumas até já sabemos o nome, graças ao guia de campo oferecido pela Rosário, (Bióloga coordenadora do projecto do Centro de Ciência viva em Lisboa). Aqui no Jardim da Estação, esperamos ansiosos os nossos amigos da praia para a semana da Ciência e Poesia. E devo dizer que pela parte que me toca, este projecto tem muitos mares para navegar….

Neste pequeno vídeo estão algumas das plantas do nosso ecossistema para que possam conhecê-las também!


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Participação Feira\Mostra de Ciência de Vila do Conde




Pequenos Cientistas

O ano passado fomos como visitantes num gentil convite das nossas amigas Elsa Santos e Marina, este ano estivemos na V Feira /Mostra de Ciência……pequenos grandes cientistas em Vila do Conde, como verdadeiros cientistas e com o privilégio de sermos o primeiro jardim-de-infância a participar com um espaço da nossa exclusiva responsabilidade.

C
om a nossa educadora Umbelina, estivemos na feira durante 4 dias maravilhosos onde mostramos o trabalho desenvolvido na nossa praia\escola para sensibilizar todos os presentes em defesa da nossa praia e ecossistemas marinhos.

O trabalho desenvolvido abrangeu várias áreas do conhecimento, desde a matemática, a ciência e a poesia.


Construímos jogos de matemática, levamos as carcaças, criamos ambiente marinho e simulamos um museu.


Este trabalho será apresentado por nós aos meninos do JI da Estação em Valongo na sua semana da ciência e poesia, entre os dias 31 de Maio e 5 Junho.

Vamos ainda participar com esta mostra na semana dos projectos do nosso Agrupamento de Escolas, Mindelo.



segunda-feira, 16 de maio de 2011

Praia de Vila Chã

Praia de Vila Chã




Era uma vez uma história que como todas as outras começam por:
Era uma vez e …….
…..reviram conto……..
Começando:


1 gaivota e não era uma vez, perdida e cansada de voar encontrou um grupo de crianças muito estranhas…….eram tão estranhas que a gaivota ficou “estranhada” e resolveu pedir água num copinho de cor azul.
Os meninos ficaram aflitos pois na escolinha só tinham copos verdes…….
A gaivota estranhada abanou as asas e disse não conhecer ISSO!
Tal palavra quanto mais a cor dessa palavra….


(Cá para nós nem conhecia a palavra verde……quanto mais a cor!)

Com sede bebeu do copo desconhecido, a água era saborosa…..…bem mais saborosa daquela a que estava habituada a beber da nascente de água doce que existia na praia de Vila Chã.
SABEM da nascente que as avós contam um conto!
Agora com folgo para gaivotar perguntou às crianças onde estava….
Ficou gaivostressada quando lhe disseram que estava na
Serra
Os meninos estranhos que tomavam conta de bichinhos ainda mais estranhos abraçaram a gaivota stressada e prometeram resolver o problema.
Pediram à Educadora da Serra para ligar o skipe para falar com a Educadora do Mar .....………….
Aí! Qual não foi o gaioespanto quando reconheceu o reflexo do azul…….nas janelas da sala dos meninos de copos azul.
Olá, Olá, Olá, muitos “olás” pois todos já se conheciam….
Estão bons?? O que fazem???? E ninguém ligava a tristezura da gaivostressada
Que fazem???? Como???? Ligam à Matemática…..Aqui adoramos a Poesia!!!!
Ritinha abraçada nas pernas da gaivota avisou que era melhor tratar do nervoso ….

Tudo tratado muiiiiiiiito rápido, 7 meses , 7 horas e 7 minutos depois os meninos de azul vêm chegar os meninos de verde num autocarro com a Ritinha à frente agarrada ás pernas da gaivota.

7 lágrimas depois Educadora Azul e Educadora Verde com a gaivota visitam as poças de maré com a Matemática num “ganha pão” e a Serra numa sacola de Poesia.

Quem por cá passou nesta história reconheceu a menina do mar surpreendendo as avós de saudades da Educadora de Verde e o menino que vivia nas dunas, que por certo eram as da praia de Vila Chã.





Educadora Umbelina

domingo, 3 de abril de 2011

Novo Chapinar atento em Poça de Maré

Agora com os meninos do Jardim de Infância da Estação em Valongo...

A mesma magia, a mesma descoberta, o mesmo fascínio. Um mundo maravilhoso entre o escondido e a arte de o descobrir!

Um vídeo...


Finalmente de Volta

Apesar deste blogue ter estado em banho maria à algum tempo, o trabalho desenvolvido no projecto Biodiversidade e Ecossistemas não cessou.

Longe disso, continua activo em duas frentes na praia de Vila Chã e na Serra de Valongo.
Na praia os meninos continuam o trabalho de pesquisa sobre a pesca artesanal, as tradições e ecossistemas marinhos.

Em Valongo estamos empenhados em descobrir as plantas e animais do nosso ecossistema e depois de uma visita à praia dos nossos amigos, estabelecer comparações entre as plantas e animais da praia…




Todas estas actividades continuam a ter como fundo o conto, A Menina do Mar, de Sophia De Mello Breyner Andresen.

No conto, a menina visita a terra a seu pedido, metida num balde, transportada pelo seu amigo que vivia à beira mar. Aproveitando este apontamento do conto achamos que seria interessante comparar os diferentes ecossistemas e dar assim continuidade a um projecto que tanto gozo nos deu e até nos valeu um prémio a nível nacional.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PODE-SE LER MAR NOS SEUS OLHOS...


Um Prémio : Ganhamos um prémio da Ciência Viva-Projecto Menina do Mar-Ecossistemas Marinhos , e como Educadoras estamos felizes, Pelo Agrupamento, por Vila Chã, mas sobretudo ...POR ELAS, as nossas Crianças dos Jardins do Facho.


Pode-se ler Mar nos seus olhos, mesmo sem o azul irisado nas suas pupilas.


Nas nossas crianças, liquidez de alegria, horizontes de futuro, questões-respostas de onda criativa.


Nunca há Mar igual Neles e com Eles. Dias de mar sereno, outros de mar encapelado na sua vivacidade, na sua alegria, no seu navegar “bolinoso” .


E nós, Educadoras, aprendizes de timoneiras, sinaleiras de ventos e marés, à proa ou à ré, lá vamos içando velas, manobrando lemes de liberdade, contornando cabos rochosos, indicando rotas-rumos para a procura da baía da alegria.


Na navegação, o apreender a geografia do olhar, o sentido fresco do convés do sonho, o marulhar ondulante do embalo dos sentidos, o cheiro bom do iodo da vida.


O Mar de olhar vista horizonte, o Mar aqui tão perto, tão vida, tão azulgrande, verde-azul, azul-verde, de todas as cores, tão praia-mar de ostensiva beleza, de mar estrelado, de esponjoso anemonamar, de eremitas do nada perder no tudo aproveitar, das algas flamejantes e dançantes em círculos estriados na fria água, das brancas e cetinadas conchinhas namoradeiras de galantes seixos...tudo, tudo atapetado de fina dourada e macia areia.



Mareantes de sonho, a Nossa Criançada. Tanta carga ao mar da nossa rotina, do nosso lugar-comum, do nosso adulto-ser para tornar o barco sonho mais leve , a viagem mais serena.


Por culpa DELAS, navegantes e pescadoras nos tornámos!


Temos a Melhor Profissão do Mundo! Marítimas Educadoras.

Teresa e Umbelina, Educadoras de Infância

quinta-feira, 20 de maio de 2010

VILA CHÃ , CIÊNCIA VIVA E...AZUL !




VILA CHÃ ...

Plana, lavrada pelo mar,
Acariciada pela brisa, tisnada, solar,

Areada de namoro de maré,

Barco altaneiro de costas à ré.



Bela, espraiada, marítima sedução,

Galanteio de qualquer Estação,
Balcão, janela, beirada,

Vila Chã...encanto de enseada.


( Teresa Maria, Educadora de Infância)





Uma Vila linda! Um Projecto que foi mesmo um Projecto, um empenho-empolgamento como só o MAR com o seu apelo consegue transmitir, e esta navegação continuada pela descoberta , pelo deslumbramento, pelo sabor a sal do sonho.

Assim da Vila, da Praia de Vila Chã, da Nossa Praia de passos marcados a compasso dos das gaivotas, esse Projecto delicioso da Ciência Viva que é o " Ecossistemas Marinhos, Biodiversidade" , a Poça de Maré, das nossas poças e da nossas marés, enfim, dos nossos olhos abertos ao que primitivamente nos parecia fechado. Abriu-se uma arca de tesouro.


A Elsa e a Marina os nossos "peixes-farol" do Projecto



o nosso Azul de tanto apetecer azul!






Os Ecossistemas Marinhos a Biodiversidade... os Livros

”Deixar os meninos inventar como os cientistas e os poetas”!
Cecília Meireles


O mais fascinante de tudo quando se trabalha em e com projecto, tem a ver com a transversalidade.
Como de um projecto podem nascer mil e um projectos, e mais e mais…


A propósito de ecossistemas marinhos e biodiversidade. Além do livro, “A Menina do Mar”, de Sophia de Mello Breyner Andresen,trabalhamos outros títulos e autores,que nos pareceram merecer atenção, não só por se integrarem no projecto, mas sobretudo pela qualidade dos textos e mensagem implícita.


“O Dia em que o Mar Desapareceu”, de José Fanha, “Lendas do Mar”, de José Jorge Letria, “Onda”,de ,Suzy Lee e “Maria e a Estrela do Mar”, de Maria Aurora Carvalho Homem, foram os livros que trabalhamos, com muito agrado nosso e dos meninos.




O livro de José Fanha, autor que as crianças tiveram o privilégio de conhecer numa visita á biblioteca da escola, fala-nos de um mar azul, de muitos mares, todos belíssimos, cheios de peixes, peixinhos, conchas ,algas… e de como uma família de pássaros horrorosa e nada civilizada, faz desaparecer o mar.



As Lendas do Mar, trouxeram-nos a história de uma sereia, por quem um pescador se apaixona perdidamente. Uma história de amor, que podia muito bem ter acontecido na nossa praia.


Um dia cheio de sol.Uma menina curiosa.Uma onda bricalhona. Num livro sem palavras, Suzy Lee, Cria imagens que paxam pelas palavras.


Uma menina que se interroga, sobre as diferenças entre as estrelas do céu e as estrelas do mar. A proposta de Maria Aurora Carvalho Homem, que agarramos com agrado.




Porque gostamos das histórias, porque nos fizeram felizes e nos levaram para outros mares, provocaram em nós outros olhares, outros horizontes, e criaram muitas pontes! Estamos a partilha-lhas.


Se as leram, vão ver como são infinitos os nossos mares!




domingo, 2 de maio de 2010

Sophia, Dona Laura e a Menina do Mar






“ Com muito cuidado para não fazer barulho levantou-se e pôs-se a espreitar escondido entre duas pedras. E viu um grande polvo a rir, um caranguejo a rir, um peixe a rir e uma menina muito pequenina a rir também. A menina, que devia medir um palmo de altura, tinha cabelos verdes, olhos roxos e um vestido feito de algas encarnadas. E estavam os quatro numa poça de água muito limpa e transparente toda rodeada de anémonas.”


“ Tu nunca foste ao fundo do mar e não sabes como lá tudo é bonito.


Há florestas de algas, jardins de anémonas, prados de conchas. Há cavalos marinhos suspensos na água com um ar espantado, como pontos de interrogação. Há flores que parecem animais e animais que parecem flores. Há grutas misteriosas, azuis-escuras, roxas, verdes e há planícies sem fim de areia fina, branca, lisa.

“ Sophia de Mello Breyner Andresen, in A Menina do Mar



Não resisti a colocar aqui um pedacinho do maravilhoso conto de Sophia. Li-o pela primeira vez, ainda menina com oito anos de idade, pela mão da minha Professora primária, a Dona Laura!


Uma daquelas professoras que jamais esquecemos. A Dona Laura que sabia usar as palavras para preparar o sonho!


Sim, porque as palavras de pouco servem se não nos fazem sonhar. E Dona Laura era especialista em sonhos. Em sonhos, ternuras e palavras. Tudo o que é preciso para se ser um bom professor!


E como era grande a alma de Dona Laura. Quando lia, a sua alma ficava com a cor do sonho, e era tão fácil amar os livros e as palavras depois de ouvi-la! Penso na sorte que tive em conhecê-la e na forma como influenciou a minha prática pedagógica.

Nunca consigo resistir a um projecto que me faça sonhar. Como este, proposto pela equipa da Ciência Viva de Vila do Conde, que a pretexto do conto de Sophia, A Menina do Mar, leva professores e meninos a conhecer os ecossistemas marinhos.

E foi assim, que pela segunda vez, fomos até á praia para estudar as poças de maré. Desde miúda que adoro “meter o pé na poça”, mas nunca imaginei que uma poça de maré fosse um lugar com tanta vida e sobretudo com criaturas tão maravilhosas!


Uma manhã inteirinha passada na praia do cruzeiro, que para quem não conhece é a praia mais bonita, depois de Vila Chã. Sob a orientação das Biólogas Elsa Santos e Marina. Manhã de Mar, descobertas, fascínios e aprendizagens.


Imaginem, estrelas-do-mar, ouriços, anémonas, várias espécies de algas, pequenos peixes, caranguejos, caracóis… tudo isto, numa poça de maré!


Mas a criatura que mais me fascinou foi o caranguejo eremita ou casa alugada. Trata-se de um pequeno caranguejo que usa as conchas de búzios ou caracóis já mortos para se proteger, pois não tem a carapaça dura como os outros. Em alguns casos as anémonas fazem-lhes companhia e fixam-se às casas dos eremitas.



Por um lado, as anémonas protegem os eremitas de predadores que os queiram atacar e, por outro, os restos de comida dos eremitas são para as anémonas. Quando os eremitas crescem e têm de mudar para conchas maiores, levam consigo as suas anémonas para o novo abrigo. Fantástico! Não acham?



E muito mais haveria para descobrir, mas a maré estava a subir. O mar que tinha deixado a descoberto os seus jardins por momentos, viria de novo cobri-los, para voltar a maravilhar-nos na próxima maré baixa!



Do Blogue "Búzio do Vento"


sábado, 1 de maio de 2010

DO MAR...DO SONHO






SAUDADE


Olá!


Neste jardim somos 13 meninos e meninas .

Ouvimos todas as semanas um pedacinho do conto com atenção:

Isso é por causa da saudade - disse o rapaz. - Mas o que é a saudade? - perguntou a Menina do Mar.

Saudade é:

"Quando as coisas que gostamos vão embora.."(Luana);


"Falta do Pai" (Rúben);


"Mudar de casa, ficar na casa nova." (Daniel);


"Quando as pessoas se vão embora , fico triste." (Beatriz);


"Saudade sai do coração porque começa a bater muito, temos saudades da coisa que nos pertence" (Luana);


"quando a mãe vai embora." (Mariana Campos).